Como Me Tornei Reformado (parte II)

Apesar de não ter compromisso com uma igreja local, sempre ia a congregação da denominação de minha família, de certa forma me sentia em casa. Apesar de não achá-la muito relevante para mim. O evangelho triunfalista da pregação do domingo não se refletia no quotidiano dos crentes. Eu tinha certeza que o evangelho era verdadeiro, e sabia que havia muito de evangelho na mensagem pregada, mas sentia que faltava algo.

Havia uma livraria evangélica na minha cidade a qual eu toda semana visitava. Certo dia, fiquei surpreso  com alguns livros de uma editora até então desconhecida para mim, havia uns livretos  de sermões e uns outros mais grossos, alguns de Spurgeon e outros de D.M. Lloyd-Jones. O dono da livraria perguntou-me o que eu pensava da predestinação, então eu disse: a predestinação é uma doutrina errônea inventada por um homem bom, um reformador protestante, para mim, a predestinação é segundo a presciência de Deus, Ele sabia quem aceitaria e logo os  predestinou.

Nesse dia, levei, lembro bem, o livreto Os 5 Pontos do Calvinismo – A. W. Seaton e também o de Spurgeon: Livre Arbítrio Um Escravo. O de Spurgeon eu não entendi muito bem, já o de Seaton foi muito esclarecedor, percebi que havia consistência lógica e bíblica. Ainda assim não adotei o calvinismo, mas já sentia que o calvinismo não era antibíblico, pelo contrário muito bíblico. Como eu tinha costume de comprar livros toda semana e não havendo outros fui comprando aos poucos os livros daquela editora. Isto não me fez um calvinista, mas uma coisa eu sabia, eu não era um anticalvinista. E quanto mais eu via a contradição entre o que se pregava e o que se vivia na igreja e na vida de crentes que eu conhecia, suspeitava cada vez mais que algo estava errado ou mesmo faltando.

Com o passar do tempo tenho cada vez mais conhecido a fé Reformada. Mas ainda há muito o que conhecer, como disse alguém, a fé Reformada me deu uma nova Bíblia. Minha paixão pela Palavra de Deus tem aumentado sobremaneira. Meu conhecimento sobre as coisas santas têm crescido exponencialmente. Ainda assim eu sou consciente que uma pessoa não precisa adotar a fé Reformada para ser salvo, mas se temos de ser salvo que seja da melhor maneira, é isto.  A teologia Reformada é a melhor expressão do cristianismo que eu conheço, além de tudo é riquíssima. Na fé reformada há tantas escolas e tantos homens de Deus capacitados que você poderia escolher um e passar a vida toda somente com ele e a Bíblia.  Jonathan Edwards, João Calvino, John Owen, Hermam Bavinck, sem falar em tantos puritanos, escolásticos reformados, reformados holandeses e tantos outros que enriquecem a fé Reformada.

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