Como Me Tornei Reformado

Meu blog é Evangélico e Reformado, é como eu defino minhas crenças. Já faz algum tempo que eu conheço as doutrinas da Graça, comumente apelidadas de calvinismo. Embora eu fale delas com muito entusiamo. Eu não pretendo converter ninguém ao calvinismo. Entendo que o calvinismo não salva ninguém, quanto a mim, ele me salvou no sentido que me levou a ver o evangelho como algo lúcido, não como algo que tivesse que me afastar de tudo, fechar minha mente e morrer num mosteiro, por assim dizer.

Eu estava quase desistindo do evangelho, porquanto ele parecia não fazer nenhuma diferença na minha vida. Nasci em um lar pentecostal, família muito simples, pais adotivos e iletrados. Não me lembro por certo quando tive a experiência do nascer de novo, mas creio eu que foi na minha adolescência, aos 14 anos.  Nessa época me envolvi muito em minha igreja local, durou pouco mais de dois anos. Afastei-me.

Depois disso passei um período conturbado, período de fim de adolescência, morei em três estados brasileiros diferentes em pouco mais de dois anos. Nesse ínterim dei vazão a muitos desejos de mocidade.  Não havia nenhum sentido na minha vida. Sabia  eu que o evangelho faria todo o sentido para mim, a parábola do filho pródigo estava mais uma vez sendo encenada. Aos dezoito anos, voltei a morar com os meus pais, passei dez anos trabalhando com eles. Seriam dez anos “off” na minha vida senão fosse por algumas pequenas coisas que me ocorreram nessa época.  No meu coração, a verdade era que o evangelho era o sentido da  minha vida, mas como… Eu não sabia.  Comecei a andar em algumas igrejas mas não com tanta frequência. Tentei até me congregar, mas acostumado com as formas da denominação em que nasci, me sentia como peixe fora d’agua.

Ainda nesse longo período de dez anos, comecei a fazer o curso de história na Federal do meu estado. Deparei-me com muitas formas de criticismo quanto às coisas de Deus. O que me colocaram na cabeça foi que para ser um bom historiador era necessário ser cético.  Se havia de fazer uma escolha desisti do curso, mas fiquei no dilema até o 5º período. Não via nenhuma razão em deixar a Deus e ser um pobre historiador, ou seja, um professor-ateu-mal-remunerado.

Apesar de andar pouco na igreja nesse período, gostava muito de ler. Teologia, para mim, era a mestre das ciências. Uma das razões porque havia escolhido história era por que, pensava eu, que o curso serviria como pano de fundo para o meu estudo de teologia.

continua

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s