O Dever de Dar Testemunho da Verdade Divina

Por Robert Reymond

A igreja de  Cristo,  pelo poder que o próprio Jesus Cristo a deu, tem a autoridade e responsabilidade, como “coluna e fundamento da verdade” ( I Tm 3.15), declarar a palavra ao mundo inteiro bem como a si mesma o “assim diz o Senhor” das Sagradas Escrituras. Jesus Cristo comissionou a igreja para “pregar o arrependimento e o perdão de pecados em Seu nome a todas as nações” (Lc 24.47, veja Mt 28.18-19). E sobre inspiração o apóstolo Paulo escreveu:

2Coríntios 5.20: “Nós somos…embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus.”

II Timóteo 4.13: ” Até a minha chegada, dediquem-se à leitura pública da Escritura, à exortação e ao ensino.”

II Timóteo 2.2, 2.15 e 4.2: “E as palavras que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confie-as a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar outros….Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a palavra da verdade…..Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina”.

Tito 2.1 e 2.7-8: “Você porém fale o que está de acordo com a sã doutrina….Em seu ensino, mostre integridade e seriedade; use linguagem sadia, contra a qual nada se possa dizer”.

Tudo isto significa que a igreja precisa estar comprometida com o estudo e a pregação da Palavra de Deus.

E também significa que a igreja precisa refletir profundamente sobre a verdade da Palavra de Deus e enquadrar o que lá está em símbolos e confissões numa ordem melhor para produzir em seus membros um claro entendimento de sua fé e  transmitir aos de fora  um entendimento definitivo de suas doutrinas. O Novo Testamento chama nossa atenção repetidamente para essas “confissões” como em II  Tessalonicenses 2.15: ” as tradições”, Romanos 6.17 – “o padrão de doutrina”, Judas 3″fé de uma vez por todas confiada aos santos”, I Timóteo 6.20 – ” o depósito” e a “palavra fiel” das cartas pastorais de Paulo (I Timotéo 1.15; 3.1,; 4.8-9; II Timotéo 2.11-13; Tito 3.3-8). Estes termos descritivos e frases indicam que já no dias dos apóstolos o processo teológico refletia  sobre e comparava  Escritura com Escritura, comparando, deduzindo e enquadrando afirmações doutrinais dentro de fórmula de credo abordando o cárater de uma igreja confessante que se iniciava ( exemplos dessas fórmulas de credo podem ser vistos em Romanos 1.3-4; 10.9; I Corintíos 12.3; 15.3-4 e Timóteo 3.16, bem como nas “palavra fiel” das cartas pastorais).

Tudo isto significa que a igreja tem o dever de providenciar o treinamento de sucessivas gerações de seus filhos como ministros para perpetuar a proclamação da verdade da Palavra de Deus. Isto significa por sua vez que a igreja  precisa habilitar seus filhos e filhas para o engajamento na disciplina intelectual do estudo teológico baseado nas Sagradas Escrituras como fundamento e suporte, treinando escolas e seminários e então apoiando-os  em sua busca e propagação da fé bíblica.

O mandato da igreja para testemunhar a verdade também significa, claramente,  que a igreja não tem autoridade para pregar ou ensinar qualquer coisa que não seja a Palavra de Deus (que inclui, é claro, tudo tem de  ser deduzido  da Palavra de Deus por boa e necessária inferência).

Afim de ter um “Assim diz o Senhor” da Escritura para proclamar, a igreja é responsável de preservar tanto as Escrituras por si mesmas como a verdade das Escrituras contra todo o ataque e toda a perversão da verdade por “lutando pela fé que uma vez por todas foi confiada aos santos” (Judas 3). Como Berkhof escreveu, a igreja  ” tem a grande e responsável tarefa de manter e defender a verdade contra todas as forças da descrença e do erro.” Desta forma a igreja precisará se engajar na bíblica e filosófica, científica e histórica apologética. Para sua fiel ajuda o apóstolo Paulo escreveu as seguintes instruções:

I Timotéo 1.3-4, 7: “Partindo eu para a Macedônia, roguei-lhe que permanecesse em Éfeso para ordenar a certas pessoas que não mais ensinem doutrinas falsas, e que deixem de dar atenção a mitos e genealogias intermináveis….Querendo ser mestres da lei, quando não compreendem nem o que dizem.”

II Timotéo 1. 13-14: ” Retenha, com fé e amor em Cristo Jesus, o modelo da sã doutrina que você ouviu de mim. Quanto ao que lhe foi confiado, guarde-0 por meio do Espírito Santo que habita em nós. ”

II Timóteo 2.25: ” Deve corrigir com mansidão os que se lhe opõem, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento, levando-os ao conhecimento da verdade.”

Tito 1.9-11: ” [ O mais velho] apegue-se firmemente à mensagem fiel, da maneira como foi ensinada, para que seja capaz de encorajar outros pela sã doutrina e de refutar os que se opõem a ela. Pois há muitos insubordinados, que não passam de faladores e enganadores, especialmente o do grupo da circuncisão. É necessário que eles sejam silenciados, pois estão arruinando famílias inteiras, ensinando coisas que não devem, e tudo por ganância.”

E Pedro escreveu:

I Pedro 3.15: “Antes, santifiquem Cristo como Senhor em seu coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer pessoa que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês.

A New Systematic Theology of The Christian Faith – Robert Reymond (Pg 879-880)

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