Inimigos de Deus

Por R. C. Sproul

Sinclair Ferguson disse que há um repúdio quase universal ao conceito de que os seres humanos têm inimizade natural para com Deus. Penso que nada provoca mais raiva nos incrédulos do que quando dizemos que eles odeiam a Deus. Eles negam enfaticamente: ” talvez eu seja indiferente para com Deus, mas não o odeio”, dizem. No entanto, se as pessoas são indiferentes para com o Deus todo-poderoso, Aquele que os criou e tem-lhes dado todas as bênçãos a eles destinadas, o que é isso senão ódio? Não fazemos idéia do peso de nossa hostilidade natural para com Deus. O Novo Testamento fala em reconciliação, porque reconciliação para Deus é assim grande e seriamente necessária. Estamos em inimizade para com Ele. Não somente estamos em um estado de inimizade para com Ele, mas também Deus está em inimizade para conosco. Deus é o inimigo natural dos pecadores corruptos.

Há um amor que Deus dispensa para as criaturas indiscriminadamente, mas ao mesmo tempo as Escrituras é repleta de termos que descrevem para nós como a  face de Deus está estabelecida firmemente contra os maus. Ele é tão santo até mesmo para nos olhar, tão grande é o abismo de separação. Há uma grande diferença na direção da força das partes em desavença. Dirigir nossa oposição a Deus é pecado. Sua inimizade para conosco é encontrada na forte oposição ao pecado….Na cruz por Seu trabalho de propiciação Jesus reconcilia o Pai com o Seu povo. Na admirável sexta-feira quando Cristo pagou por nossos pecados e fez a expiação pelo Seu povo com o perfeito sacrifício e satisfez a ira de Deus completamente, aquele era o fim da inimizade da parte de Deus. Estávamos reconciliados no sentido de  que Deus, a parte ofendida, estava satisfeita. Deus estava reconciliado para conosco enquanto ainda continuávamos em inimizade para com Ele. Neste drama de reconciliação, Cristo satisfez a justiça e a santidade de Seu Pai. No dia que Deus ficou satisfeito e não estava mais em oposição ao Seu povo, Nós não mudamos automaticamente. Não temos a experiência de tal maneira que a reconciliação para nossa oposição e hostilidade para com Ele termine – quando somos regenerados pelo Espírito Santo, nossos corações endurecidos são quebrados, e somos alegremente interpostos em um relacionamento de amor com o Pai por meio do Filho.

Isto é algo para experimentar a reconciliação trazida pela morte de Cristo, mas quão maior é a reconciliação trazida pela vida de Cristo. Podemos vê-la de dois modos. A vida de perfeita obediência de  Cristo a Lei, pela qual Sua justiça era merecida e ganha, é agora dada para nós que não temos nossa própria justiça. Podemos dizer que a vida de Cristo mais ainda que  a morte de Cristo é nossa base para a justificação. Isto é verdade, mas eu não sei por certo se é isto que Paulo está falando quando ele diz: “muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela Sua vida.” Paulo já estava introduzindo a idéia que não somos somente justificados pela morte de Cristo, mas também que Cristo ressuscitou para nossa justificação. Somos reconciliados porquanto temos um mediador o qual não somente morreu por nós, mas também ressuscitou da morte e continua a interceder. Ele é o nosso pacificador. Ele vive para sempre, continua na função de representar-nos perante o Pai. Maravilhosa foi de uma vez por todas a morte sobre a cruz, quão maior é a reconciliação que nos efetua e encontra porquanto Ele vive e sempre intercede por nós.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: