Salvos Desde a Eternidade: Excertos

Por D. Martyn Lloyd-Jones

–  Cada vez me convenço mais de que a metade das nossas dificuldades são devidas ao fato de que não compreendemos exatamente o que nos é oferecido nas Escrituras. Todos os nossos problemas e ansiedades, todas as nossas incertezas e hesitações, e grande parte da nossa infelicidade em nossa vida espiritual devem ser rastreadas e buscadas simplesmente no fato de que não no damos conta do que nos está provido. O apóstolo Pedro, em sua Segunda Epístola, não hesista dizer que “tudo o que diz respeito à vida e piedade” nos é dado (2 Ped. 1.3). E a alegação feita constantemente nestas Epístolas do Novo Testamento é que não há nenhuma condição concebível que possamos conhecer, não há nenhum estado de alma no qual possamos entrar para o qual já não tenhamos sido preparados. Há o ensino concernente a isso, e o propósito é que o povo de Deus  esteja sempre se regozijando no Senhor. Espera-se que conheçamos a plenitude e o triunfo, que experimentemos a glória mesmo aqui na terra.

 – O nosso maior perigo – de fato sinto que é o meu maior perigo – é ler as Escrituras de maneira geral demais, em vez de examiná-la mais, ouvir cada frase, tomar posse de cada pronunciamento, fazer perguntas concernentes a cada declaração. Cada uma destas declarações tem um sentido rico e profundo, bastando que nos demos ao trabalho de pesquisá-las.

– Às vezes pensamos que orar é simples, mas não é. Os grandes santos de todos os séculos são concordes em dizer que uma das coisas mais difíceis é saber orar.

 – O alvo, o objetivo supremo da nossa salvação é que glorificamos a Deus. A essência do pecado é que não glorificamos a Deus – entendamos bem isto; a essência do pecado nãoestá nos atos e ações particulares dos quais eu, você e outros podemos ser culpados. Ora, é aí que erramos. Pensamos no pecado em termos de pecados particulares, e é por isso que as pessoas respeitáveis  acham que não são pecadoras. Deixam completamente de compreender que a essência do pecado é não glorificar a Deus, e que todo aquele que não glorifica a Deus é culpado de pecado da mais sórdida espécie.

O supremo objetivo e ambição da vida do cristão é viver para a glória de Deus. Se dissermos que quando um homem é salvo ele se torna participante da natureza divina, que ele nasceu de novo e que Cristo habita nele, segue-se, então, que o cristão é alguém, que se torna progressivamente, cada vez mais, semelhante ao Senhor Jesus Cristo. E quando eu olho para Ele, o que vejo é isto: que Ele foi um varão de dores, que sabia o que é padecer. Ele foi premido por grandes e terríveis tentações, mas vejo que em todas as circunstâncias e em todos os lugares Ele só tinha um grande desejo, que era viver para a glória de Deus. O cristianismo nãoé algo leviano e superficial que apenas faz certas coisas por você  e lhe inspira certos sentimentos agradáveis. É algo que o introduz numa relação com Deus. Você começa a fixar seu olhar nEle, e a Sua santidade o move ao temor. Você se aproxima dEle com reverência  e com santo temor, você não se deixar estar levianamente em Sua presença. Nao, você se dirige a Ele, como fez Seu filho, como Pai, Pai santo, Pai justo, e, além e acima do que possa acontecer, e além acima dos seus sentimentos sobre a salvação, está este desejo profundo de viver para a Sua glória, de demonstrá-la, de entregar-se a ela – à glória de Deus.

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