A Doutrina da Palavra de Deus

Ontem dia 26 de novembro, chegou para mim o quarto livro de John M. Frame da Série Teologia do Senhorio, A Doutrina da Palavra de Deus é o título do quarto e talvez último livro da série, o próprio Frame disse não saber ainda se irá fechar a série com quatro volumes, desde o começo a intenção era 4 livros, mas o projeto foi tão bem sucedido que deixou até mesmo o autor em dúvida.

Tenho os quatro volumes, quando comprei o primeiro li alguns capítulos iniciais, mas não quis prosseguir, pois ficaria com muita vontade de ler o restante – sou meio maníaco –  quando me chegaram o segundo e o tercereiro volume, resolvi esperar o quarto. Ontem à noite fui dormir tarde lendo a Doutrina da Palavra de Deus. Depois dando uma olhadela no terceiro volume, Frame diz que podemos começar a ler por qualquer volume, disse ainda que um é complementar ao outro, mas se tivesse uma ordem para começar seria a Doutrina da Palavra de Deus.

Frame é um professor perpicaz, sua obra Teologia do Senhorio, muito salutar. Torço para que venha mais volumes. Frame apesar de profundo não é difícil de ler, mesmo para quem não tem o inglês como língua nativa.  A editora Cultura Cristã, lançou o primeiro volume da série, A Doutrina do Conhecimento de Deus, creio que logo mais estará disponível em nossa língua os volumes restantes.

Agora um aperitivo do The Doctrine of  Word of God:

Recentemente um ex-estudante me escreveu o seguinte: Dr. Packer, há alguma obra recente sobre a natureza das Escrituras que o senhor consideraria “magistral” ou contendo o indispensável, além da Bíblia?

Ao que naquela ocasião respondi, eu não tenho nome de livro com tais especificações. Mas agora eu tenho, e este é o livro. Do prefácio por James I. Packer.

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A principal argumentação deste volume é que a fala de Deus ao homem é um discurso real. Isto é de uma forma  muito mais efetiva do que uma pessoa falando a outra. Deus fala dessa maneira para que possamos entender e responder apropriadamente. Respostas apropriadas de muitos  tipos: crença, obediência, afeição, arrependimento, riso, sofrimento, tristeza e assim por diante. A fala de Deus é frequentemente proposicional: A informação de Deus é transmitida para nós. Porém, é muito mais do que isso. Isso inclui todo o recurso, função, beleza e riqueza de linguagem que vemos na comunicação humana, e mais. Assim o conceito que desejo defender é mais amplo que ” a revelação proposicional” o que argumentamos tão ardentemente a quarenta anos atrás, embora a revelação proposicional seja parte disso. Minha tese é que a palavra de Deus, em toda sua qualidade e aspectos, é uma comunicação pessoal dEle para nós.

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…assim a fala de uma autoridade absoluta cria uma obrigação absoluta, obrigação não é somente o conteúdo da linguagem, como temos visto. Mas ela é o resultado da autoridade da linguagem.

Como sabemos, Adão e Eva desobedeceram. Muitas perguntas surgem aqui. Como as pessoas para quem Deus havia declarado “muito bom” juntamente com o resto da criação(Gênesis 1.31), desobedeceram sua palavra? A narrativa não nos diz. Outra pergunta é por que eles gostariam de desobedecer a Deus? Eles entendiam a autoridade de Sua palavra e Seu poder para abençoar e amaldiçoar. Por que, então, eles iriam tomar uma decisão que sabiam que traria a maldição sobre si mesmos? A questão é um pouco complicada pela presença de Satanás na forma de serpente. Presume-se que Satanás interpôs a palavra de Deus em rivalidade, contradizendo a Deus. Mas por que Adão e Eva deram a Satanás algum crédito de qualquer maneira?  A resposta mais profunda, penso, é que Adão e Eva desejavam ser seus próprios deuses. Impulsivamente, arrogantemente e por certo irracionalmente, eles trocaram a verdade de Deus por uma mentira (Romanos 1.25). Assim trouxeram a maldição de Deus sobre si mesmos (Gênesis 3.16-17). Manifestamente, eles deveriam ter pensado melhor. A palavra de Deus era clara e verdadeira. Eles deveriam ter obedecido a ela.

Noé, também, ouviu a voz pessoal de Deus, chamando-o para construir uma arca. Ao contrário de Adão, ele obedeceu a Deus. Ele poderia pensar, como seus vizinhos, e como Adão, se Deus estaria certo sobre isso. Por que construir uma barco gigante num deserto? Mas Noé obedeceu a Deus, e Deus vindicou sua fé. A semelhança de Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, Josué, Gideão, Davi. Todas essas relações começam com uma fala pessoal de Deus, com freqûencia dizendo alguma coisa difícil de crer ou um mandamento difícil de cumprir.  A relação de maldição depende do tipo da resposta, fé ou descrença. Hebreus 11 sumariza a fidelidade a elas. Fé, é em ambos os Testamentos, é ouvir a palavra de Deus e praticá-la.

The Doctrine of Word of God  – A Theology of Lordship – John M. Frame – volume 4 – P&R http://www.amazon.com

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