Perseverança dos Santos

Por Robert Reymond

Eles, os que Deus tem aceito no seu amado, eficazmente chamados, e santificados pelo seu Espírito, não podem final nem totalmente cair do estado da graça, mas certamente permanecerão nesse estado até ao fim e serão eternamente salvos.

Essa perseverança dos santos não depende de seus próprios  livres-arbítrios, mas da imutabilidade dos decretos da eleição, fluindo do livre e imutável amor de Deus o pai; pelo mérito e eficácia da intercessão de Jesus Cristo, a permanência do Espírito, e a semente de Deus neles, e da natureza do pacto da graça  e de tudo que gera  a sua exatidão e infabilidade.

Não obstante, possam eles, por causa das tentações de Satanás e do mundo, a prevalecente corrupção restante neles, e a negligência dos meios de sua preservação, cair em graves pecados; e, por algum tempo, continuar neles: e por isso incorrerem na desaprovação de Deus, e entristecerem o Espírito Santo, virem a ser privados em alguma medida de suas graças e confortos, terem seus corações endurecidos, e suas conciências feridas: machucar e ferir outrem, e atraem julgamentos temporais sobre si mesmos. (Confissão de Fé de Westminster, XVII/I-III)

Ao mesmo tempo que seu povo está crescendo em santidade através do poder de Deus, eles são também “guardados pelo poder de Deus,  mediante a fé, para a salvação preparada  para revelar-se  no último tempo” (1 Pe 1.5). Esta obra de Deus em “guardar” efetua a  perseverança, ou talvez  melhor, a preservação dos santos.

É extremamente importante o leitor ter um entendimento correto do que significa a perseverança ou preservação dos santos. Ela não significa que todo aquele que professa ser cristão tem por certo a vida eterna. Nem significa que todo o que satisfaz alguma mesa de exame para se tornar membro de uma igreja local esteja certo da vida eterna. A Confissão de Fé de Westminster muito apropriadamente lembra-nos: “Ainda que hipócritas e os demais não-regenerados possam iludir-se vãmente com falsas esperanças e carnal presunção de se acharem no favor de Deus e em estado de salvação (esperança essa que perecerá)” (XVIII/I). Isto significa que todo verdadeiro filho de Deus, que é, toda pessoa que o Pai escolheu em Cristo antes da fundação do mundo e por quem Cristo morreu, o qual o Pai eficazmente irá chamar por sua Palavra e Espírito para o arrependimento a sua família, e os quais consequentemente crescerão na graça, nunca entrarão em condenação. Esta pessoa jamais será finalmente perdida e está eternamente segura. Pela virtude da graça preservadora de Deus. Ele ou ela irá certamente perseverá no estado de salvação e será final e eternamente salvo.

Fonte:  A New Systematic Theology of the Christian Faith

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