Vantagens do Pecado Remanescente

Por mais que o pecado faça guerra, não reina; embora ele quebre a nossa paz, não pode nos separar do Seu amor. Nem é inconsistente com Sua santidade e perfeição, manifestar Seu favor a criaturas tão pobres e vis, ou admití-los a comunhão Consigo; pois eles não são considerados em si mesmos, mas em Jesus, que eles têm como refúgio, e por quem eles vivem a vida de fé. Eles são aceitos no Amado, eles têm um advogado junto ao Pai, que uma vez por todas fez a expiação pelos seus pecados, e sempre vive para fazer intercessão pelas suas vidas. Embora eles não possam cumprir a lei, Ele a cumpriu por eles; embora a obediência dos membros é fraca e imperfeita, a obediência do Cabeça é  imaculada e completa; e embora haja muito mal neles, há algo bom, o fruto de Seu gracioso Espírito. – John Newton em Select Letters of John Newton, pág. 150-151. Banner of Truth.

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Honra e Honestidade Denominacional

“Honestidade é de suma importância tanto em teologia quanto em transações comerciais, tanto em uma denominação religiosa quanto num partido político. Honestidade denominacional consiste, em primeiro lugar, de uma clara declaração pela Igreja de suas crenças doutrinárias; e , em segundo lugar, de uma inequívoca e sincera adoção pelos seus membros. Ambos são requisitos.

Se uma denominação em particular faz declarações soltas de suas crenças que são passíveis de mais de um sentido, o credo é bem desonesto. Se o credo de uma denominação é bem elaborado e claro, mas a membresia subscreve a ele com reservas mentais e insinceridade, a denominação é desonesta.

Honestidade e sinceridade são encontradas na convicção clara, e convicção clara é encontrada no conhecimento e reconhecimento da verdade. Heresia é um pecado, e é classificado por Paulo entre ‘as obras da carne’, junto com ‘adultério, idolatria, assassinato, inveja e ódio’ que excluem do reino de Deus(Gal. 5.19-21). Mas a heresia não é tão grande pecado quanto a desonestidade.

Um herege que se reconhece como tal é um homem melhor do que aquele que pretende ser ortodoxo ao subscrever a um credo que antipatiza, o qual enfraquece no pretexto de adaptá-lo aos novos tempos. O herege honesto deixa a Igreja com a qual não mais concorda; mas o subscritor permanece dentro dela de modo a seguir adiante o seu plano de desmoralização.””

W. G. T. Shedd em Calvinism: Pure & Mixed, pág. 152

Desejo de Obedecer a Deus

O Reinado da Graça na Nossa Santificação

O Desejo de Obedecer a Deus

A afeição e a gratidão do crente para obedecer a Deus –  como um ser amável infinito em seu ser e inconcebivelmente gracioso a criatura fraca, culpada e necessitada – será proporcional a sua visão da glória de Deus revelada em Jesus e sua experiência do amor de Deus sentida plenamente em seu coração. Ele irá dizer, “Que darei ao SENHOR por todos os seus benefícios para comigo?” “Bendize, Ó minha alma, ao SENHOR ,e tudo o que há em mim, bendiga o seu santo nome!” (Salmo 116.12; 103.1). Nascido de novo, se depara  ‘no tocante ao homem interior, ter prazer na lei de Deus’ (Romanos 7.22). Há um desejo contínuo em ser conformado cada vez mais com a santidade e revelação transcrita da Sua vontade em um coração que ama a Deus e a obediência para ele não é a de um mercenário tentando ganhar a vida eterna como recompensa pelo seu trabalho. Nem como de um escravo que obedece pela ameaça de terror. É como a obediência de um filho ou de uma esposa que ganha a recompensa como vinda de um pai ou de um marido. Estando morto para a lei, vive para Deus (Gálatas 2.19).

Ninguém ‘está morto para a lei’ exceto aqueles que são pobres de espírito e que tem recebido a expiação no sangue de Cristo por confiar apenas em sua obra para aceitação diante de Deus. O apóstolo Paulo disse, ‘Também vós morrestes relativamente à lei, por meio do corpo de Cristo’ (Romanos 7.4). Ele irá dizer , ‘libertados da lei, estamos mortos para aquilo que estávamos sujeitos. (Romanos 7.6). Nessas palavras marcantes, o crente é descrito como estando morto para a lei e a lei morta para ele. Isto significa que a lei não mais tem qualquer poder sobre o crente para demandar obediência como condição de vida ou ameaça-lo com vingança em caso de desobediência. Do mesmo modo( para usar uma ilustração apostólica) Um marido que morre não pode mais requerer obediência de sua esposa que está viva ou puni-la por sua desobediência . O verdadeiro cristão não espera mais ser justificado por sua obediência a lei mais do que uma esposa viva pela ajuda de seu marido morto. Também, ela não tem nenhum temor de sofrer qualquer mal de sua mão.

Abraham Booth em The Reign of Grace, pág. 160-161

 

 

A Plenitude da Beleza

A Plenitude da Beleza – Tim Challies (Tradução Livre)

Um dos mais importantes livros que li sobre prazer e admiração. Eyes Wide Open de Steve DeWitt impactou-me de muitos modos, mas talvez em primeiro lugar abriu-me os olhos para a beleza por trás da beleza. Aqui há uma curta citação na qual descreve o nosso problema com a beleza.

A criação é bela necessariamente porque o Criador é belo. Deus define a beleza em Sua essência real. Ele é a fonte e o padrão de toda beleza. Mas o conceito da beleza de Deus é difícil de imaginar. Por um motivo, Deus é espírito, a realidade é que isso é um problema; somos limitados em nossa habilidade de entender a beleza de Deus em nossa experiência de beleza que é essencialmente sensorial. Não podemos ver a Deus ou sentir o Seu odor ou tocá-lO. Colossenses 1.15

Sim, este Deus invisível escolheu expressar a plenitude de sua beleza em modos físicos. A amostra não é a beleza em si mesma. Precisamos não confundir a expressão da beleza de Deus com o Seu caráter essencial. Equivocar-se com o gosto de uma mulher pela moda com sua virtude. O mundo criado em toda sua beleza é uma expressão da beleza divina, mas não é a essência do Seu ser. (Embora a amostra visual de Sua beleza na criação seja tão inspiradora, imagine quão maravilhosa Sua beleza essencial deva ser!) Acostuma-nos a pensar sobre a beleza como visual; ao pensar sobre Deus como belo requer uma definição que vai além dos sentidos para a quintessência – coração – da beleza essencial.

Nosso segundo problema com a compreensão da beleza de Deus é que a beleza é geralmente vista como uma categoria de preferência pessoal. Quando julgam a beleza as pessoas frequentemente dizem: “a beleza está nos olhos de quem vê”.  Nossa avaliação da beleza de um objeto ou pessoa é modelado pela nossas percepções e influências culturais.

Estudos mostram que somos profundamente influenciados por nossos pais em nossas definições culturais de beleza. Estes fatos tornam difícil para nós consideramos a beleza de Deus, que não se adeque às categorias culturais ou condicionais de pensamento. A beleza de Deus é divina, eterna e infinita. Ele é belo. Ele sempre foi e eternamente será.

Nossa dificuldade final é que a beleza de Deus desafia nossa habilidade de compreensão. Uma palavra útil ao lidar com beleza divina é inefável. Esta palavra é uma das poucas a se adequar porquanto seu dignificado é “além da compreensão” Deus transcende toda a definição estética. A linguagem humana não pode produzir uma palavra que descreva algo infinitamente desejável. Uma frase popular captura a inefabilidade da beleza de Deus: “É um baque em nossas mentes”. Não podemos ver a beleza de Deus (Deus é espírito) não podemos avaliá-la (Deus transcende a habilidade humana para a crítica); não podemos compreendê-la (Deus é infinito, e nós não).

Então, Por que mesmo tentar envolver nossas mentes em torno da beleza de Deus? Buscamos expressões de beleza, porque o que nós podemos ver e compreender nos atrai para maravilhas tão impressionantes para não desfrutá-las. Sua inefabilidade é entrelaçada com sua desejabilidade. O que eu não posso ver é misteriosamente interessante para mim e me compele a ver tudo o mais. O mesmo é verdade da beleza de Deus e Seus atributos.

 

Reign of Grace

A graça divina desdenha da assistência dos esforços imperfeitos dos pobres homens e mulheres na obra da salvação. Esse é um direito exclusivo da graça somente. Qualquer tentativa para completar o que a graça iniciou denunciará o nosso orgulho, ofenderá o Senhor e não irá servir de vantagem espiritual para nós. Nunca se olvide: se a graça não é totalmente livre não é graça de forma alguma. Jamais esqueça que se alguém professa ser salvo pela graça, esse alguém precisa crer em seu coração que é salvo inteiramente pela graça. De outra maneira ele estaria sendo inconsistente em matéria de grande importância. – Abraham Booth em  O Reinado da Graça.

O que é salvação?

Há várias maneiras de abordar um mesmo assunto. Um dia desses uma colega de trabalho perguntou-me, segundo o meu conhecimento da Bíblia, o que seria salvação? Tenho o modo peculiar de explicar, gosto de tocar vários assuntos ao mesmo tempo, mesmo que não esmiuçando todos no momento por causa do tempo, mas deixando um brecha para oportunidade futura.

No início Deus criou o homem perfeito, mas Deus colocou Adão em prova, representando a raça humana. A Bíblia ensina que Deus trabalha com representação. Adão no Éden representava a raça humana, quando Adão pecou todos pecaram com ele, por isso a Escritura diz que todos nascem em pecado. A natureza humana constituinte de cada homem é corrupta, pecaminosa. Pecado é um termo rico, entre outras coisas quer dizer inimizade, inimizade principalmente e acima de tudo direcionada a Deus. Quando o pecado entrou no mundo, pela desobediência de Adão, o homem e seus descendentes se tornaram inimigos de Deus por natureza. O pecado não apenas colocou o homem contra Deus, mas também contra os seus semelhantes e até mesmo consigo. Toda a causa de conflito entre as pessoas do mundo podem ser explicadas em termos do pecado de Adão que nos legou tal natureza. Ademais, os conflitos interiores, as doenças psicossomáticas também advém do pecado, o homem entra em conflito consigo mesmo.

O pecado de Adão trouxe consigo o cumprimento da ameaça que Deus havia feito com a proibição. Se um dia Adão desobedecesse ele iria morrer. Morte aqui quer dizer principalmente morte espiritual, em outras palavras, separação da vida, ou fim da vida. O pecado separa o homem de Deus. Somente Deus tem vida em Si mesmo. Nenhuma criatura sobrevive sem está ligado a Ele. Deus não só cria vida como a sustenta. Então, o “é certo que morrereis” se trata de morte espiritual. Ninguém pode afirmar com toda a certeza de que se Adão não houvesse pecado o homem não enfrentaria a morte física. É provável que a morte já existisse, morte de vegetais e  animais, os animais selvagens foram criados por Deus e não uma corrupção da natureza dos animais por causa do pecado de Adão.¹

O pecado do homem não pegou a Deus de surpresa. Deus é onisciente, isto é, sabe de tudo, passado, presente e futuro. A Escritura ensina que antes de criar o homem Deus já havia planejado o meio de escape. Esta salvação incluiria a vinda do Filho único de Deus, Ele se tornaria homem, e seria o novo representante dos homens perante Deus, assim como Adão foi, mas falhou, o Filho de Deus, ao contrário, iria triunfar. Ademais, o Filho do homem haveria de sofrer e morrer uma morte horrível como malfeitor, mesmo sendo inocente, essa morte seria a paga pelo pecado dos seus representados ou o Seu povo. Para que uma pessoa pudesse ser salva por Ele, ela deveria ter fé no Filho de Deus. Fé no Filho de Deus é uma maneira de alguém honrar a Deus. Em outras palavras é dar crédito a Deus confiando que ele irá cumprir o que prometeu. Não ter fé é chamar a Deus de mentiroso.

Foi mais ou menos assim a minha explicação, como estávamos num intervalo de trabalho, tivemos de voltar a trabalhar. Noutro dia iremos voltar ao assunto.

¹Veja a discussão em: Collins, C John, Genesis 1-4:  http://www.prpbooks.com/book/genesis-1-4

Gordon H. Clark

A Confissão de Fé de Westminster, o melhor sumário do conteúdo da Bíblia, diz que Deus é sem partes ou paixões. Partes se refere aos órgãos corporais. Corpos têm partes; mentes, não. Mas Deus é também sem paixões. A palavra Paixões, na mais moderna terminologia afeições, é mais ampla do que o termo emoção. Todavia, inclui o segundo. A paixão ou afeição é o resultado do ser afetado por alguma força externa. Um cachorro é afetado por uma chicotada; um estudante é afetado, algumas vezes, por uma possibilidade de uma boa nota. Há livros modernos de psicologia escritos sobre “a consciência afetiva”. Mas não Deus não é afetado por nada. Ou, em outra tradução do termo grego, Deus não “sofre” nada.
Pelo contrário, não somente a Confissão de Westminster, mas todos ou quase todos os credos históricos dizem que Deus é imutável. Ele não muda. Emoções, no entanto, são repentinas, mudanças involuntárias. Ter emoções seria inconsistente com o estado eterno abençoado de Deus.
Agora, alguém poderia dizer que Deus ama e que o amor é uma emoção. Mas com respeito ao amor, dois pontos precisam ser levantados. Primeiro, O amor de Deus é eterno, portanto não é uma mudança repentina, por isso não é uma emoção. Segundo, Deus nos manda amá-lo. Um mandamento requer obediência voluntária. Portanto o amor que Deus ordena é volitivo; não, emocional. Sem dúvida Deus manda o impossível. Ele nos manda guardar sua lei perfeitamente. Isto não podemos fazer por causa do pecado. A impossibilidade surge de nós; ela não surge de alguma irracionalidade no mandamento. Deus ordena o impossível, mas ele não ordena o absurdo. – Gordon H. Clark em What Is The Christian Life?, pág. 162-163

 

What’s Your Worldview?

A cosmovisão é tão indispensável para o pensamento quanto a atmosfera é para a respiração. Não se pode pensar em um vácuo intelectual mais do que respirar sem uma atmosfera física. Na maioria do tempo, não se toma a atmosfera ao redor como garantida: se vive mais por meio dela do que a observando. Muito embora se imagina que ela sempre continuará ali…. A cosmovisão forma e informa as experiências do mundo circundante. Como um par de óculos de lentes coloridas, ela afeta o que é visto e como se é visto. Dependo da “cor” das lentes, algumas coisas são percebidas mais facilmente, enquanto outras coisas serão subestimadas ou distorcidas.  Em alguns casos,  não se verá tudo plenamente.

Aqui poucos exemplos para ilustrar como a cosmovisão de uma pessoa afeta o modo de ver as coisas. Suponha que um dia uma amiga próxima lhe conte que ela recentemente se encontrou com um espiritualista que a colocou com um ente amado que morreu há dez anos. Depois disso, você leria um artigo sobre a estátua da Virgem Maria que testemunhas afirmam terem visto a derramar lágrimas de sangue. Você também ouviria novas histórias no rádio sobre possíveis complexos organismos vivos descobertos em Marte. Sua cosmovisão – suas bases de suposições sobre Deus, a origem e a natureza do universo, o começo da humanidade, a vida após a morte e assim por diante – fortemente influenciará o modo como você  irá interpretar essas informações e reagir a elas.

A cosmovisão também determina amplamente as nossas opiniões em matéria de ética e política. O que você pensa sobre aborto, eutanásia, relações do mesmo sexo, educação pública, política econômica, ajuda externa,  uso da força militar,  meio ambiente, direitos dos animais, melhoramento genético quase nenhum dos assuntos mais importantes do dia subjazem em sua cosmovisão menos do que outro.  (Um pouco da introdução)

2014 Popular Theology Book of the Year – World Magazine

O Homem de Romanos 7

Paulo dá a entender que a mente é uma aliada da lei de Deus, muitos, por isso entendem que Paulo deve estar descrevendo um cristão, com uma mente “renovada” disposta a responder favoravelmente à vontade de Deus. Mas isso não procede, garantir que a mente das pessoas à parte de Cristo é trágica e fatalmente falha, não implica que a mente não possa entender e responder a Deus de algum modo. Tudo o que Paulo está dizendo é que a “razão” ou  a “vontade” do não-cristão é capaz de aprovar as demandas de Deus em sua lei. De modo especial, como havíamos argumentado, se Paulo estar a falar de sua experiência pessoal sob a lei como típica a outros, esta capacidade não pode ser negada. (veja. Romanos: 1.32; 2.14-15).

Douglas J. Moo em The Epistole to The Romans, ImagemPág. 465

 

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