Escrever é legal!!!

Sentindo falta de escrever. Desde muito já percebi que Facebook não é local para escrever textos com mais de um parágrafo bem pequeno. Insistir seria como socar o ar. Fazia tempo que o blog estava sem atualização. Agora pretendo atualizar de vez em quando. Blog é um local onde a gente pode escrever sobre algo que a gente gosta ou ser um pouco mais espaçoso tanto no que é escrito como na variedade de assuntos. No meu blog pus o título de Reformando. É um blog de teologia ou assuntos diversos que se relacionam com teologia.

Mas a pergunta seria o que se relaciona com teologia? Eu penso que tudo. Tudo de alguma maneira pode ter alguma relação com teologia ou quando não poderia usá-la como base ou princípio. Todas as matérias tem a ver com teologia. História, Política, Geografia, Esportes, Economia e etc. Qualquer coisa pode ter uma relação com teologia. Então, o blog Reformando é um blog onde eu conto muito de minha paixão que é a teologia e suas relações, no meu entendimento, com tudo o mais. É como se fosse um diário que não é diário. Desculpem-me pelo trocadilho.

 

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Religião vs Razão

Por Burk Parsons

Em nossos dias, ao contrário dos dias das gerações passadas, temos uma visão muito simplista do significado de crer em algo. No mundo de hoje, muitas pessoas usam a palavra “crer” para descrever seus sentimentos sobre algo ou um desejo fugaz ou um desejo esperançoso. Porém, quando consideramos a palavra crer, ou fé à luz de seus significados bíblicos, vemos que a palavra implica no ato gracioso de Deus de dar e nosso humilde ato de receber e descansar em Cristo somente, o qual envolve nosso ser completo: o coração, a mente e a vontade.

Embora usemos a palavra crer em conjunto com todas as áreas da experiência humana, geralmente quando usamos é no seu contexto de crença religiosa. A palavra “religião,” no entanto, e todos os seus derivados, têm caído em tempos difíceis recentemente devido ao uso amplamente inapropriado por um longo período entre aqueles que não entenderam a verdadeira religião Cristã nem o genuíno relacionamento com Cristo pela fé somente no qual toda doutrina Cristã é estabelecida. Deste modo preferem enfatizar seu relacionamento pessoal com Cristo acima e contra a religião que vem como uma necessária e apropriada consequência desta relação, muitos Cristãos, com as melhores das intenções, têm relegado sua fé para alguma área da vida mais do que permitido sua fé superabundar para cada área da vida, a qual é a natureza essencial da fé por si mesma – abrangendo toda a vida reconhecendo, afirmando e aplicando a doutrina Cristã que nós cremos, confessamos e proclamamos.

No Novo Testamento, Tiago (1.22-25) repudia a religião “vã” daqueles que são meramente “ouvintes” da Palavra sem serem de fato “praticantes” da Palavra, escreve: Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã. A religião pura e sem mácula, para com Deus e Pai, é esta: visitar órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo (Tiago 1.26-27).

O ponto de Tiago é simples – se nossos discursos (v.26) e nossas vidas (v.22) não demonstram a autenticidade da religião pura e imaculada, então, estamos simplesmente enganando a nós mesmos e enganando os nossos corações(v. 22,26).

Enquanto é certamente fácil entender por que alguns falam de religião de modo pejorativo, precisamos ser cuidadosos para usar as palavras em seus contextos apropriados de acordo com suas definições históricas. Mesmo Charles Spurgeon usava frequentemente a palavra religião de um modo apropriado para descrever a vida e fé Cristã extensiva a tudo. No sermão de Deuteronômio 32.47, “Porque esta palavra não é para vós outros coisa vã, antes, é a vossa vida…,” Spurgeon criticou a meramente aparência exterior, as cerimônias religiosas supersticiosas de homens (como fez o Apóstolo Paulo em Atos 17), mas em seguida empregou a palavra religião positivamente quando disse:

“mas com todos esses subsídios, nós, ainda, nesta manhã afirmamos mais positivamente que a religião de Jesus Cristo, a qual foi revelado a nós pelo Espírito Santo pelos apóstolos e profetas, e especialmente pelo próprio Messias, quando verdadeiramente recebida dentro do coração, não é coisa vã.”

No melhor e mais apropriado sentido da palavra, religião é uma palavra útil que usamos para descrever a nossa fé, a qual compreende cada aspecto da nossa vida Cristã, enraizada e que flui para fora de nossos novos corações espiritualmente regenerados e mentes firmadas na relação que Deus estabeleceu conosco.

No quarto século, Agostinho defendeu o uso da palavra latina religio por realçar sua etimologia re-ligare, a qual significa, “para reunir” ou “para unir”como em um vínculo pactual entre o homem e Deus. A palavra religião, corretamente entendida, reúne tudo o que acreditamos de modo a viver para toda a vida. Além do mais, se considerarmos as definições léxicas da palavra religião, observaremos que a religião não é somente um sistema pessoal de crenças mas também o que uma pessoa pratica, observa e para que se devota. Como Herman Bavinck escreveu: religião não deve ser apenas algo na sua vida, mas tudo. Jesus manda que nós amemos a Deus com todo nosso coração, toda nossa alma e toda nossa força.

Leia o original completo no link abaixo

http://www.reformation21.org/articles/faith-vs-religion.php

A Promessa a Abrão – O Desdobramento da Escatologia Bíblica

Por Keith Mathison

A chamada de Abrão em Gênesis 12.1-9 é um ponto crucial na história da redenção de acordo com Gordon Wenham, nenhuma secção de Gênesis é mais significativa do que 11.27 a 12.9. É como Bruce Waltke observa “o centro temático do Pentateuco.” Enquanto os primeiros onze primeiros capítulos de Gênesis foca primariamente sobre as terríveis consequências do pecado, a promessa de Deus a Abrão em Gênesis 12 foca na esperança da redenção, da bênção restaurada e reconciliação com Deus. Deus está tratando com o problema do pecado e o mal. E Ele está estabelecendo o Seu reino sobre a terra. Como Ele vai fazer isso começa a ser revelado em Suas promessas a Abrão. O restante dos capítulos de Gênesis prossegue a fase inicial do cumprimento dessas promessas. Assim Gênesis 12.9 define o ponto de partida para o restante de Gênesis e o restante da Bíblia.

A solução para a interpretação da secção de Gênesis 12.1-9 é a chamada explícita de Abrão encontrada no verso 1-3.

Ora, disse o Senhor a Abrão: Saí da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para terra que te mostrarei; de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.”

O assunto da chamada de Deus a Abrão é evidente nas cinco repetições dos termos chaves “bênção” ou “bendito” também é importante os termos “tu” ou “teu.” O pecado do homem tem resultado na maldição de Deus (Gênesis 3.14; 17; 4.11; 5.29; 9.25) mas aqui Deus promete formar um povo para Si mesmo e restaurar Seus propósitos originais para a humanidade(Gênesis 1.28). Abrão está de alguma maneira sendo o mediador desta restauração abençoada.

QUATRO PROMESSAS

Dentro da chamada de Abrão há quatro promessas básicas (1) descendência, (2) terra, (3) A bênção para o próprio Abrão, e (4) E a bênção para as nações através de Abrão. No verso 1 Deus manda Abrão deixar a sua casa e ir para uma terra que Ele irá mostrar. A promessa da terra não é clara no início do mandamento. Ela somente é feita clara quando Abrão chega à terra de Canaã. Neste ponto, Deus promete a Abrão, “Darei à tua descendência esta terra” Gênesis 12.7. Essa promessa de terra tornou-se um tema chave através do restante do Antigo Testamento. Ela é especialmente proeminente no restante do Pentateuco e nos livros referidos pelo cânon Hebreu como “Profetas Antigos” (Josué, Juízes, Samuel e Reis). Em termos de propósitos do reino de Deus, a terra prometida indica que Deus não abandonou Seu plano de estabelecer Seu reino sobre a terra. A promessa da terra havia certamente sido importante para Israel na ocasião do Pentateuco em que foi originalmente feita. Enquanto Israel estava nas planícies de Moabe, eles estavam seguros de que a terra em que eles entraram e estavam havia sido prometido a Abrão e sua descendência pelo próprio Deus.

Em Gênesis 12.2, Deus promete que Ele irá fazer de Abrão “uma grande nação.” Essa promessa é inicialmente cumprida com o nascimento da nação de Israel. Esta promessa necessariamente implica que Abrão terá uma descendência, mas como a promessa da terra, a promessa da descendência é somente feita explícita quando Abraão alcança Canaã (Gên. 12.7). A promessa de descendência é também relacionada aos propósitos do reino definitivo de Deus. Assim como a promessa da terra fornece um domínio para o reino de Deus no meio de sua criação, a promessa da descendência antecipa um povo para o Seu reino. Deus então promete abençoar a Abrão e fazer seu nome grande de modo que ele será uma bênção. O quarto elemento da promessa de Deus é que em Abrão “ serão benditas todas as famílias da terra(Gên. 12.3). Abrão será o cabeça de uma família “por quem todas as outras famílias da terra serão abençoadas.” De fato, a bênção de todas as famílias da terra é o propósito primário por trás da chamada de Abrão. Sua chamada e as promessas que lhe são dadas não tem o fim em si mesmo. A Abrão é prometido descendência, terra, bênção pessoal a fim de que ele pudesse ser o mediador das bênçãos de Deus para todas as famílias da terra.

À medida que avançamos, o significado escatológico das promessas de Deus a Abrão e Sua determinação de abençoar a todas as famílias da terra se tornará mais claro. Como veremos, esta bênção virá através do estabelecimento do reino de Deus. Deste ponto em diante em Gênesis, “a preocupação primária do escritor é traçar o desenvolvimento da determinação de Deus para abençoar.”

http://www.ligonier.org/blog/promise-abraham-unfolding-biblical-eschatology/

Quatro Tipos de Calvinistas nos Dias de Hoje

Há quatro tipos de calvinistas: o neo-puritano, o neo-ortodoxo, o novo calvinista e o conservador. Ou, é difícil não encontrar um calvinista que não se enquadre nos quatros tipos que para mim tem mais ou menos estas características – O neo-puritano é aquele que tem um amor incondicional para com os puritanos, se possível gostaria de ressuscitar todos os puritanos com todas suas idiossincrasias. O neo-ortodoxo é o calvinista relativista, liberal, seu lema é sempre se reformar, o que para ele significa sempre inovar nas buscas e redefinições de termos e doutrinas. O novo calvinista é o calvinista da moda, todos os que acreditam em pelo menos dois pontos do calvinismo entram neste grupo, não se importa muito com um calvinismo consistente, nem com uma doutrina conhecida como teologia do pacto, essencial para o calvinismo. O conservador é aquele que procura seguir um calvinismo mais consistente, ele ama os puritanos, mas consegue entender que algumas de suas idéias não são para o nosso tempo e lugar e reconhece alguns excessos mesmo que cometidos com boa intenção. O conservador consegue ler os téologos liberais, neo-ortodoxos, romanistas e reter o que é bom. O conservador é aberto na pesquisa, mas não compromete sua fé, pois busca uma fé condizente com a compreensão global das Escrituras e o testemunho de toda igreja católica.

Apredizagem na Escola de Cristo

Estou lendo o livro de Ralph Venning – Learning in Christ’s School: Vou postar alguns pontos da minha leitura, como segue:

Para Venning há quatro estágios no crescimento do cristão: bebê, criança, jovem e pai. Ele usa as seguintes passagens bíblicas para fundamentar seu ensino: 1Coríntios 3.1-2, Hebreus 5.12-13 e 1João 2.12-14. Esses são vários graus ou estados por que passa o cristão até atingir a medida da estatura completa de Cristo.

Primeiros dois parágrafos do livro:

Assim como há vários graus de graça – consequentemente há cristãos em vários graus – garantido para todos; mas isso não parece tão claro a alguns mestres e santos de quantos modos são e se elas são graduações dentro de uma classe. Devido a isso, com submissão, humildemente ofereço e espero demonstrar pela luz das Escrituras, qual é a luz que o Espírito nos deu.

Da mesmo modo que há ovelhas e pastor (João 21.15-17); fracos e fortes (Rom 15.1); espirituais e bebês (1 Cor. 3.1); ou perfeito e bebês (Heb. 5.13-14), as Escrituras sem dúvida afirma e confirma a experiência. E por que não haveria mais que duas classes, não vejo motivo para que assim seja. De fato, pelo que parece há razão sobeja para se acreditar. O Apóstolo João nomeia três: “Pais”, “Jovens” e “Filhinhos”: e o Apóstolo Paulo nomeia uma quarta: “bebês” embora eles ainda sejam carnais, eles ainda assim estão em Cristo (1Co. 3.1) mas é um grau abaixo dos filhinhos, assim como eu pretendo mostrar nos discursos a seguir.

Como Articular uma Cosmovisão em Quatro Passos Fáceis

Por Kevin DeYoung

Um, Deus: Nós cultuamos um Deus que é uno, pessoal, cognoscível e santo. Não há dois deuses ou uma dezena ou dez milhões de deuses, há somente um. Ele era, é e para sempre será. Ele não é um produto de nossa mente ou imaginação. Ele realmente existe e nós podemos conhecê-lo porque ele fala conosco em sua Palavra.

Dois, Tipos de Ser: Nós não somos deuses. Deus não é achado nas árvores ou no vento ou em nós. Ele criou o universo e cuida de tudo que ele fez, mas ele é distinto de sua criação. A história do mundo não é sobre a libertação da ilusão de nossa existência ou descoberta do deus interior. A história é sobre Deus, as pessoas que ele fez, e como as criaturas podem aprender a se deliciar e crer nele como seu criador.

Três, Pessoas: O Deus único subsiste em três pessoas. O Pai é Deus. O Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, é Deus. O Espírito Santo, o Espírito do Pai e do Filho, é também Deus. E ainda esses três – igual em glória, prestígio e poder – são três pessoas. A doutrina da Trindade auxilia-nos ao explicar como deveria ser a verdadeira unidade e diversidade no nosso mundo. Ela também nos mostra que o nosso Deus é um Deus que se relaciona.

Quatro, Nós: Alguma coisa aconteceu na história que mudou o mundo. O filho de Deus veio para o mundo como homem, perfeitamente obedeceu ao seu Pai, cumprindo o propósito de Israel, tendo sucesso onde Adão falhou e começando o processo de reversão da maldição. Jesus Cristo morreu pelos pecados do mundo. Ele ressuscitou da morte no terceiro dia. Pela fé nele nossos pecados são perdoados e nós podemos ter a certeza da vida eterna para sempre com Deus e um dia seremos ressucitados da morte como Cristo.

Obviamente, isso não diz tudo o que é preciso ser dito sobre a Bíblia ou o Cristianismo. Mas eu encontro neles uma forma de auxilío para levantar algumas das mais importantes características da cosmovisão Cristã. Sinta-se livre para usá-los para si mesmo. É tão fácil como 1,2,3,4.

http://thegospelcoalition.org/blogs/kevindeyoung/2011/10/21/how-to-articulate-a-christian-worldview-in-four-easy-steps/

God, Revelation and Authority

A teologia, insistimos, não estabelece simplesmente Deus como pressuposição especulativa, mas Deus como conhecido em sua revelação. Porém, o apelo a Deus e sua revelação não fica de pé sozinho, se é para ser significativo; ele precisa abranger alguns acordos sobre métodos racionais de verificação. Visto que a indagação crítica que se faz hoje não é simplesmente “Quais os dados da teologia?” mas “Como se procede destes dados para conclusões que recomendam a si mesmas para uma reflexão racional?”. A questão fundamental que fica é a questão da verdade, a verdade das afirmações teológicas. Nenhum trabalho de teologia será forte em sua influência se a questão fundamental for obscura. A teologia duradoura revive e preserva a distinção entre a verdadeira e a falsa religião, a distinção mais obscura para os teólogos neo-Protestantes. Ou a religião de Jesus Cristo é verdadeira ou não vale a pena nos incomodar com ela. O verdadeiro culto é o que Jesus nos exige: “Deus é Espírito, e aqueles que o adoram precisam adorá-lo em espírito e em verdade” (João 4.24). Jesus rompeu com os líderes religiosos judeus de seus dias no ponto em que eles falsificaram a revelação do Antigo Testamento, ele chegou muito perto, de fato, denunciou alguns dos influentes porta-vozes religiosos deste tempo de mentirosos (João 8.44). De tal modo que a estratégia arduamente calculada para vencê-lo foi de algum modo um prêmio da irmandade, mas Ele manteve a prioridade máxima pela verdade como referência da religião. –  Carl F. H. Henry em God, Revelation and Authority

Disciplina Eclesiástica

” A disciplina é como um freio com que se contêm e se domam aqueles que se enfurecem contra a doutrina de Cristo; ou como um espeto com que sejam espetados os de pouca disposição; ou às vezes até mesmo como castigo paterno com que têm de ser castigados, com clemência e segundo a mansidão do Espírito de Cristo, os que caem mais gravemente. Vemos, pois, que é princípio certo de uma grande desgraça para a Igreja não ter cuidado nem preocupar-se de manter o povo na disciplina, e consentir que se desmande. De fato, este é o único remédio que Cristo não só preceitua, mas também foi sempre usado entre os pios.” João Calvino

Abandono Judicial

“Muitas vezes, se não na maioria das vezes, o pecado que cometemos é uma punição pelo pecado. Quando pecamos, estamos, na verdade, realizando a punição de Deus pelo nosso pecado. Não estamos cometendo uma nova transgressão cada vez que pecamos; ao contrário, os impulsos pecaminosos que nutrimos, abraçamos e experimentamos em nossas transgressões já são o resultado do julgamento de Deus sobre o nosso pecado. É isso que acontece no abandono judicial. Deus nos entrega aos nossos impulsos pecaminosos. Nós nos tornamos escravos daquilo que desejamos fazer.” R. C. Sproul

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